Brasil e méxico vão rever acordo comercial
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expectativa é que desfecho aconteça até o fim de fevereiro
os governos do brasil e do méxico vão rediscutir alguns pontos do acordo comercial que beneficia a indústria automotiva. o impasse foi o assunto de uma conversa promovida pelo governo mexicano entre o presidente daquele país, felipe calderón, e a presidente do brasil, dilma rousseff. o diálogo também contou com as presenças dos ministros do desenvolvimento, indústria e comércio, fernando pimentel, e das relações exteriores, antônio patriota.
as autoridades brasileiras cogitam acabar com o acordo, já que o brasil vem registrando resultados negativos (no ano passado, o déficit foi de 1,6 bilhão de dólares), situação completamente oposta à do méxico. no entanto, o pessimismo anterior foi substituído por um clima mais otimista depois da conversa com calderón, segundo informações da agência brasil.
“levantamos a possibilidade de usar a cláusula de saída (do acordo) caso não se chegasse a um bom termo, mas estamos certos de que vai haver. há enorme interesse do méxico em manter o acordo”, avaliou pimentel.
as negociações para a manutenção do acordo serão conduzidas pelo ministério do desenvolvimento, indústria e comércio e pelo ministério das relações exteriores dos dois países. as conversas devem ser iniciadas na semana que vem, quando representantes mexicanos desembarcarão no brasil. especula-se que os países cheguem a um consenso até o fim de fevereiro.
o acordo entre brasil e méxico foi firmado em 2002 e permite importações de automóveis e peças de veículos diretamente do méxico com redução de impostos, válida apenas para automóveis de passeio. uma das hipóteses mais prováveis é que o brasil deve sugerir a inclusão de categorias como caminhões, ônibus e utilitários. desta forma, a situação da balança comercial brasileira poderia melhorar diante dos resultados apresentados pelo méxico. hoje, várias montadoras importam automóveis produzidos em solo mexicano, como volkswagen, chevrolet, fiat e nissan.