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Entrevista: kanaan preocupado com panorama do automobilismo

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    #1

    por téo josé

    tony kanaan anda preocupado. preocupado com seu futuro na fórmula indy em curto prazo e preocupado com o futuro do brasil na principal categoria de monopostos dos estados unidos. o piloto não vê uma renovação que permitirá colocar jovens brasileiros na indy nos próximos anos. além disso, cada vez mais existe a necessidade dos pilotos levarem patrocínios para as equipes.

    kanaan, de 38 anos, tem uma carreira vitoriosa nos estados unidos. ele foi campeão da indy lights em 1997, depois campeão da f-indy na temporada de 2004 e, nesse ano, conquistou as 500 milhas de indianápolis. tony tem 16 vitórias na carreira, 64 pódios, 16 pole positions, 23 voltas mais rápidas em 273 provas disputadas. além da indy, kanaan tem passagens pela f3, stock car, alms e até dtm.

    tk

    o brasileiro, antes da 16ª etapa da temporada 2013 da fórmula indy, neste fim de semana, em baltimore, nos eua, gentilmente recebeu o amigos da velocidade/uol para a entrevista que segue:

    téo josé: o que mudou pra você depois da vitórias nas 500 milhas?

    tony kanaan: fora das pistas mudou bastante. hoje sou uma pessoa com um reconhecimento maior. onde vou, supermercado, restaurante, aeroporto, pelo menos duas ou três pessoas vêm conversar e tirar foto comigo. sempre estive muito bem nas pesquisas de popularidade da indy, mas depois da vitória isto cresceu ainda mais. após a prova fiquei 58 dias fora de casa em eventos de mídia ou marketing pelo resultado em indianápolis. nas pistas pouca coisa porque já estou há muito tempo na categoria e já tinha o respeito e reconhecimento de outros pilotos. pra mim, foi tirar um peso das costas. sempre foi um grande objetivo. estive perto vária vezes e agora cheguei onde queria. só que quero mais.

    tj: e para equipe o que mudou?

    tk: está mais fácil no lado comercial. agora quando vai se conversar com um patrocinador, ele sabe que o time venceu as 500 milhas. agora mesmo estão fechando um acordo grande com uma empresa que faz capas para carros. a publicidade, divulgação espontânea, deixou o time bem mais reconhecido.

    tj: além do prêmio, você ganhou mais dinheiro com a vitória?

    tk: não, muito pouco. um pequeno contrato de evento aqui e outro ali e do prêmio nem tudo fica para o piloto. tem impostos, divisão com equipe, bônus para mecânicos e parte do que sobrou pra mim tive necessidade de reinvestir na equipe kv. minha situação financeira não mudou continuo tendo de correr atrás de patrocinadores e parceiros para o ano que vem.

    tk1

    tj: como está esta situação? você vai para onde em 2014?

    tk: ainda não sei. estou conversando na kv, mas também com outras quatro equipes. só que em todos os lugares existe a necessidade de levar patrocínio. nisto, vencer as 500 milhas não me ajudou. a rotina é a mesma. a realidade do automobilismo está assim. vejo hoje maiores possibilidades de sair. são times competitivos, mas infelizmente ainda precisam de dinheiro. para mim e para qualquer outro que queira correr nestes lugares.

    tj: como você vê o momento atual da fórmula indy nos eua?

    tk: cresceu, melhorou bastante. as equipes estão mais fortes, as provas mais equilibradas e o público, na maioria dos autódromos, maior. o problema é a tv que transmite a maioria das corridas. quando são mostradas na abc, televisão aberta e de muita popularidade, é legal. mas são poucas provas. a maioria vai pela nbc sports, um canal a cabo novo. apesar da popularidade do cabo aqui ser quase igual aberta, este canal ainda não está tão conhecido como outros do segmento de esporte e isso é um fator que complica.

    tj: alguma chance de mudar em 2014?

    tk: pelo que vejo, não. deve continuar como está.

    tk2

    tj: como você vê a renovação de pilotos brasileiros na indy?

    tk: com muita preocupação. na indy lights, categoria de acesso, que agora foi vendida e tem tudo para crescer nos próximos anos, inclusive com planos de um novo carro, mais próximo da indy, não tem nenhum piloto. correndo fora do brasil tem poucos. antes tínhamos 20, 30. agora, meia dúzia. destes 20, 30 saiam uns cinco para indy e fórmula 1 e com a quantidade se tinha, entre eles, gente de talento. diminuído o número de pilotos diminui esta possibilidade. hoje estão pedindo 600, 700 mil euros para correr na europa. aqui não está barato e o piloto sai do kart direto para estas categorias, o que complicado.

    o automobilismo brasileiro, no momento que vive, está refletindo nesta situação. o kart enfraqueceu, com a criação de um monte de categorias e o preço elevado. não temos mais categorias de monopostos como tínhamos: ford, chevrolet, f3. a stock acabou sendo o lugar para os pilotos de uma geração que poderia estar aqui e na europa. como julio campos, allam kodhair, max wilson. mais ou menos o que foi na época do gil de ferran, christian, eu o hélio. isto não vejo mais. o que é ruim.

    tj: o que mudou daquela época para agora?

    tk: além do panorama ruim do nosso automobilismo, a necessidade maior de trazer patrocínio. antes era mais fácil entrar pelo talento e por resultados. hoje, mesmo eu tendo sido campeão nas 500 milhas, mesmo tendo titulo na categoria e mostrando que posso sempre lutar pelas vitórias e campeonatos, preciso de grana e digo mais: qualquer piloto do brasil, de qualquer categoria, com ou sem experiência, se chegar aqui e falar que tem quatro ou cinco milhões de dólares para uma temporada, senta em um destes cinco lugares que ando conversando e me deixa a pé. é frustrante, mas esta é a realidade.

    tj: por que sua equipe, a kv, não cresce mais e se torna competitiva em todas as provas?

    tk: nosso orçamento é no limite. o time é bom, organizado e tem bons mecânicos. mas precisa de mais, andamos com tudo muito justo e quando se precisa de mais investimento para um salto maior, não tem. está em um momento bom, ganhamos indianápolis, porque trabalhamos no projeto da corrida desde o ano passado, mas precisa de novos investimentos para fazer o mesmo trabalho em toda temporada. hoje não tem.

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