Christian: quero vencer em tudo que participo
-

christian fittipaldi começou o ano de 2014 com o pé direito, literalmente. além de oficializar seu casamento e curtir sua filha, ele venceu pela segunda vez as 24 horas de daytona, uma das mais tradicionais corridas do automobilismo mundial.o trio composto por ele, pelo português joão barbosa e o francês sebastien bourdais era considerado favorito à vitória na pista da flórida e christian afirma que ela foi fruto de cinco testes realizados entre a etapa de lime rock, em 2013 e o evento de 25 e 26 de janeiro passado.
fittipaldi conversou com o jornalista téo josé e falou sobre sua participação no evento e sobre as mudanças de sua vida neste passado recente.
téo josé – christian como se sente sendo o único brasileiro a vencer duas vezes as 24 horas de daytona?
christian fittipaldi – sinceramente venci por mim e não para ser comparado a outros brasileiros. quando alinhar no grid ano que vem estarei em busca da terceira vitoria em daytona, não para ter uma vantagem maior em cima dos outros brasileiros e sim por que estou motivado e com vontade de vencer qualquer coisa que participo.
tj – na corrida do mês passado, de uma certa forma vocês chegaram como favoritos. mas sabemos que uma corrida tão longa isto significa muito pouco. o que foi fundamental para vitória?
cf – concordo téo, o fato de ser uma corrida tão longa faz com que o favoritismo diminua um pouco, ai o fator sorte também começa a contar bastante. a nossa vantagem veio da preparação, quando terminamos o campeonato no ano passado em lime rock ate a largada de daytona fizemos 5 testes e fomos a equipe que mais milhas percorreu antes de daytona. é obvio que a prova acaba sendo muito competitiva, mais em nenhum momento entramos em pânico. ate nos momentos que estávamos em p6 ou p7 parecia que estava tudo ok. a equipe tinha colocado um esforço grande na preparação do carro, dai na hora da prova só colhemos os frutos…
tj – a vitória dá o favoritismo ao novo campeonato na uscc?
cf – a vitória nos coloca entre os favoritos para a luta ao titulo, porem conosco tem outros três a cinco carros que estão tão bem quanto nós, será interessante.
tj – já teve convites de voltar para fórmula 1?
cf – hoje em dia sem convites para voltar a f-1, acho que estou velho… (risos). se souber de algum me avisa.
tj – e para a fórmula indy?
cf – recebi 4 ou 5 para fazer indianápolis desde 2002, depois de tanto tento afastado não acho que seria competitivo em tão pouco tempo. do mesmo jeito que hoje sento no meu carro dou algumas voltas e sem exatamente o que esta acontecendo. o timing para o exercício indy já passou e para dizer a verdade nem sei se estou tão afim…
tj – você teve uma passagem de novo pelo automobilismo nacional antes de se mudar agora para miami. qual sua visão do momento atual por aqui?
cf – muito simples vários talentos (não só como pilotos) porem um exagero de categorias, economia e o próprio país não suporta. resultado, poucos conseguem sobreviver este formato onde torna muito difícil um trabalho de longo prazo.
tj – a uscc pode se transformar na segunda categoria dos eua?
cf – não acredito talvez fique muito próximo da indy, se a pusermos sempre bem abaixo da nascar. acho que nem é o intuito dela, e sem atingir um publico alvo seria mais interessante.
tj – como anda a vida de casado oficial e com a filhota?
cf – casório muito bem, já estávamos há quase cinco anos agora só virou oficial… quanto a filha, sem comentários…, melhor coisa que fiz na minha vida! manuelinha no pódio de daytona estava um barato.
téo josé
amigos da velocidade
de goiânia (go)