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Senna: o dia que um corintiano uniu rivais e um país na dor

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    #1

    senna4

    aquele domingo, 1º de maio de 1994 é uma das datas que não saem de minha mente. ela é equivalente para nós brasileiros ao dia do assassinato de john kennedy ou o 11 de setembro para os norte-americanos, a morte de um papa e a eleição do seguinte para católicos, etc.

    no meu caso, eu que tenho atualmente 39 anos, volto aos 19 e recordo que era um office-boy numa empresa no bairro do brooklin e frequentava um grupo de jovens espíritas, a mocidade do ceae genebra. estávamos encaminhando os preparativos de um encontro de jovens, marcado para o dia 14 daquele mesmo mês e no sábado anterior eu, junto de outros colegas fomos para uma festa de aniversário de outro amigo, no sábado 30, dia que sempre nos reunímaos.

    obviamente que meu lado fã de fórmula 1 estava chocado pela morte de roland ratzenberg no treino de classificação e a imagem não saia de minha cabeça, quis ver os jornais para saber mais informações, já que ainda não tínhamos internet e dependíamos da imprensa que estava no local, em ímola na itália. isto posto, serve para ambientar como foi aquele domingo

    informar mesmo que não queiram ouvir

    dormimos na casa deste amigo e acordei cedo como todo santo domingo de corrida para ver mais uma prova, como já fazia desde os meus seis anos, quando trocava desenhos por corridas. lembro de ouvir o galvão bueno com um tom de voz grave, que nada lembrava o narrador empolgado de sempre e o horário avançava.

    assim que foi dada a largada em ímola, aconteceu a pancada do pedro lamy (lotus) no jj lehto, que ficou com sua benetton parada no grid e não teve como evitar o choque. soltei uma reação qualquer na sala diante da tv, sozinho e vi o safety-car liderar o pelotão com senna no comando da prova. eu esperava (como todos) que não acontecesse mais nada de ruim naquele fim de semana, ledo engano…

    com a saída do carro de segurança, a prova recomeçou e senna ainda fez uma volta na liderança, e abriu a 7ª passagem da corrida quando ele foi de encontro ao muro da curva tamburello. assim que bateu, corri para avisar aos amigos que estavam já acordados e conversando entre si do que tinha acontecido. ninguém deu muita bola até que eles foram tomar café da manhã e ao invés de ver disputa viram o atendimento médico. o desinteresse deu lugar a uma preocupação ao ver que era senna sendo atendido deitado no chão. o mexer da cabeça com ele dentro do carro foi interpretado como sinal de esperança, que agora 20 anos depois constatou-se um tremendo engano.

    a notícia dentro de um ônibus

    ainda terminei de ver a corrida, com mais uma vitória do michael schumacher naquele começo de campeonato com a sua benetton e minha preocupação era ir embora, já que estava com o pensamento de ir ao morumbi ver são paulo x palmeiras naquela tarde, cheguei em casa e encontrei minhas mãe e irmã puxando assunto, querendo saber se sabia de algo novo (sempre andava com um walkman junto de mim, para onde fosse) e sempre rodava no am as rádios jovem pan e bandeirantes. fiz o que tinha que fazer em casa e tomei o rumo do estádio do morumbi e antes fui ver uns amigos, que estavam perto da sede do alviverde, até que ao tomar um ônibus que me levaria de volta ao centro ouvi a notícia fatal de que senna estava morto.

    e ainda fui ver o jogo…

    claro que a informação vinda da itália derrubou tudo e todos. não havia clima para mais nada, o luto estava instalado, mas mesmo perturbado e triste com a notícia, acabei decidindo ir ver o jogo entre os rivais paulistanos e aquele não foi um jogo normal.

    nem na chegada houve brincadeiras, gracejos ou ofensas, bem como brigas. aos três minutos de jogo o árbitro paraguaio juan francisco escobar determinou o minuto de silêncio que se tornou uma homenagem e tanto ao piloto. o tricolor chegou a dominar o placar, mas uma alteração polêmica de vanderlei luxemburgo, que no segundo tempo sacou o lateral-direito claudio e fez o atacante maurílio entrar no jogo. a torcida palmeirense queria matar o treinador e o chamou de burro, mas o avante fez duas jogadas decisivas, que resultaram no empate e no gol da vitória deito de falta por evair. na saída do estádio, nenhuma brincadeira, xingamento, briga, nada… ao menos nesse dia, um corintiano conseguiu unir dois rivais ferrenhos.

    ainda visitei outros amigos e finalmente fui para casa ver na tv tudo que falasse sobre aquela corrida.

    só sei que diferente de muitos, resolvi seguir vendo corridas e hoje em dia estou aqui no amigos da velocidade falando de um esporte que amo.

    sandro varela

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