Frustrada com novas regras, red bull mostra o rb8
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depois de lotus e sauber, foi a vez da bicampeã mundial red bull apresentar seu novo carro para a temporada 2012. o rb8 segue o caminho trilhado pela maioria das equipes, que adotaram uma controversa solução aerodinâmica no bico de seus carros. embora tenha o tal “degrau”, o monoposto projetado por adrian newey tem a saliência ligeiramente mais inclinada em relação às outras equipes. até agora, apenas a mclaren preferiu não usar o “degrau”.
tirando o detalhe da frente, o rb8 lembra muito o bem-sucedido rb7, que conduziu sebastian vettel ao bicampeonato da categoria. o alemão, aliás, se mostrou bastante otimista na busca pelo terceiro título mundial.
“esperamos fazer o mesmo novamente. tivemos um grande ano e creio que vamos sempre olhar para 2011 e pensar no quão especial esse ano foi para nós. temos consciência de que o ano passado foi inesquecível, mas também sabemos que vamos enfrentar grandes dificuldades se quisermos estar subir ao pódio em quase todas as corridas, como já fizemos antes. vamos ver como o rb8 vai se comportar”, declarou.
já adrian newey, que é apontado por muitos como um dos principais responsáveis pelo sucesso da red bull, surpreendeu ao admitir que a equipe pode começar o ano em desvantagem, principalmente por não poder contar com itens como o sistema de difusor aquecido, que permitia o uso de gases do escapamento.

“os últimos anos foram muito positivos para nós. esta é a quarta evolução do rb5, e é claro que temos de encarar a pressão de tentarmos permanecer no topo. será difícil, já que não contamos mais com a tecnologia dos difusores. com a restrição dos escapamentos – que provavelmente nos colocaram à frente dos demais -, tivemos de pensar em novas soluções. o tempo vai dizer se tomamos a decisão certa”, afirmou.
newey também se mostrou decepcionado com as mudanças do novo regulamento. um dos motivos que levaram a fia a promover alterações foi o fato das outras equipes não terem conseguido copiar a tecnologia desenvolvida pela red bull.
“preciso admitir que as mudanças na regra, com a perda do (sistema de) escapamento, são um pouco frustantes, já que elas deixam de abrir novas oportunidades. gosto de mudanças, mas não de restrições”, concluiu.