Pirelli admite deixar a fórmula 1 se não houver testes
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a pirelli admite que está se cansando de tantas crises e criticas e exige mudanças nos testes e que haja uma possibilidade de trabalho conjunto com os times para desenvolvimento de produtos, de acordo com o seu diretor, paul hembery.a marca tem sido ostensivamente criticada por conta do elevado indicie de desgaste dos compostos e enquanto mercedes e red bull eram as mais questionadoras em relação aos problemas, ferrari e lotus eram contra qualquer tipo de mudança.
só que veio o gp da inglaterra e nada menos que cinco pneus apresentaram problemas no lado traseiro esquerdo e a fia permitiu que mudanças fossem feitas, deixando a cinta de aço e montando a mesma com kevlar, além disso, uma combinação entre estrutura deste ano e borracha de 2012 deve passar a ser usada no gp da hungria.
só que a situação chegou a um estagio tal que vem causando dissabores ao dirigente e ele admite que a saída da f1 é uma questão a ser considerada se mudanças não acontecerem, segundo declarações dadas à espn f1.
essas são coisas que têm que mudar. não dá para nos arriscarmos e nos colocarmos nessa situação novamente. não há dúvidas de que é preciso mudar. se a categoria não quiser mudanças, então eles podem procurar outra fornecedora de pneus. queremos ficar, claro, mas precisamos de algumas mudanças. não dá para ficar só na conversa, é preciso mudar, disse.
no começo da parceria, segundo hembery, havia uma maior disposição para colaboração entre fornecedora e times, mas as coisas mudaram em 2012 e neste ano.
não vou criticar a fia, porque não acho que seja um problema necessariamente deles. estávamos trabalhando melhor com os times. no primeiro ano, o trabalho em conjunto era muito melhor, mas vimos isso se dissipar ao longo dos últimos dois anos e meio. não foi só conosco. acho que há uma série de questões por trás das cortinas, no novo pacto de concórdia, e coisas do tipo. algumas equipes estão sofrendo, portanto há mais atritos entre elas do que antes. embora tenhamos um apoio fantástico de cada uma delas individualmente, coletivamente não é assim, comentou
o fato de não saber se será a fornecedora em 2014 inquieta e preocupa a pirelli, a ponto de admitir que se nada mudar, o adeus será um caminho factível.
estamos trabalhando visando ao ano que vem, mas o tempo está passando. não precisamos da f1 para sobreviver como um negócio; é só uma parte da companhia. em novembro, é possível que façamos nossas malas e saiamos, e aí isso vai virar problema de outro alguém. mas temos feito todos os esforços para resolver as coisas. não estabelecemos nenhum prazo, estamos apenas trabalhando em cima, contou
talvez isso seja ingênuo de nossa parte, talvez devêssemos insistir que as coisas fossem resolvidas logo. já estamos na metade de julho e, se alguém quiser vir e assumir o controle acho que seria uma decisão muito corajosa, porque os problemas que estamos sofrendo seriam os mesmos problemas que qualquer fabricante teria, para ser honesto, concluiu.