Ferrari enfrenta problemas com pneus macios de cada corrida
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a ferrari parece ter um sério problema de ajuste com seus carros. a questão que preocupa o time de maranello tem a ver com a impressionante queda de rendimento com os pneus mais macios da gama escolhida pela pirelli a cada gp.o time não conseguiu estar em situação de poder brigar pela vitória e só na prova austríaca liderou algumas voltas com fernando alonso. além disso, após o gp do bahrein, onde foi nono e décimo lugares, o seu presidente luca di montezemolo decidiu afastar o então chefe de equipe, stefano domenicali, só que nem com a chegada de marco mattiacci os resultados esperados vieram.
no gp do canadá, o time apostou em novidades aerodinâmicas para tentar uma reação, mas as peças novas produzidas tiveram que ser deixadas de lado, pois o fundo plano e a cobertura do motor afetariam a refrigeração do propulsor.
quanto aos pilotos, ninguém duvida do empenho de fernando alonso para conseguir resultados, nem do talento de kimi räikkönen, mas que tem sido prejudicado por problemas em seu retorno ao time.
contudo o que impressiona mais é a oscilação de desempenho com o uso dos pneus feitos pela pirelli. com o composto prioritário (o mais duro), o carro anda bem e chega a ameaçar os ponteiros em algumas ocasiões. porém, quando se coloca o composto opcional (o mais macio), o carro não tem o mesmo rendimento.
a prova do canadá é um exemplo claro disso, já que na classificação, alonso ficou a 0s96 da pole e nas primeiras 15 voltas, quando usou o composto supermacio, perdeu 16s7 para nico rosberg (mercedes) e após a sua troca, seu desempenho cresceu a ponto de ter feito a terceira melhor volta da prova, atrás de felipe massa e à frente dos carros de red bull (que foram ao pódio com a vitória de daniel ricciardo e o terceiro de sebastian vettel) e dos carros da mercedes.
na áustria, alonso ficou a 0s526 de massa e nas 13 primeiras voltas perdeu 10s474, mas fez a quinta volta mais rápida da prova, atrás das williams, mercedes e de sergio pérez. esta volta foi feita com pneus macios (os prioritários daquela prova).
a pirelli avalia que a ferrari perde tempo excessivo acertando os carros para a classificação, preferindo apostar em fazer tempos para se garantir no q3 e aí sim tentar fazer as voltas iniciais com os pneus mais duros e deixar os macios para o final.
no entanto, os italianos rejeitam essa tese alegando que são problemas circunstanciais, mas isso tem ganho contornos quase permanentes e abre-se a necessidade de rever este tipo de estratégia.