Mosley acha que só teto orçamentário salva a f1
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para o ex-presidente da fia, max mosley, um controle de custos da fórmula 1 só vai funcionar se os times aceitarem a introdução de um teto orçamentário. o ex-dirigente conversou com o site autosport e assume parte da culpa da crise atual que a f1 atravessa.'no fim, sou tão culpado quanto qualquer um, porque me concentrei no regulamento a partir de 2000. a teoria era de que você poderia reduzir os custos se acertasse no regulamento. descobrimos que não era verdade', disse.
'por exemplo, tentamos reduzir a liberdade para os fabricantes de motores - mas isso não fez diferença nos gastos. o que nós conseguimos foi simplesmente reduzir a potência obtida por milhões de dólares investidos. então, seguindo uma sequência lógica, congelamos os motores. todos os especialistas me disseram ˜agora sim ', acrescentou.
'o que eles fizeram? gastaram fortunas na pesquisa da entrada de ar. e acredito que encontraram 30 hp. é fascinante quando eles descobrem algo em que ninguém nunca havia pensado. eventualmente, percebi que não importava o que fizéssemos com o regulamento. nós demonstramos que é impossível controlar os custos assim. tivemos de implementar um teto orçamentário', falou.
mosley avalia que apesar da negativa das grandes equipes, a necessidade de fazer os times menores serem competitivos obrigatoriamente levará a este corte de custos.
'por que não dar a uma equipe que está disposta a operar com um orçamento muito pequeno mais liberdade técnica para ficar a um segundo ou menos dos primeiros colocadosó para mim, isso é lógico. permite que você demonstre às pessoas sentadas nas arquibancadas que será impossível ver a diferença entre uma equipe de 50 milhões e outra de 500 milhões', comentou.
'pensando racionalmente, você daria o mesmo dinheiro para todos. então, ajustaria os orçamentos para que o custo fosse menor ou igual à quantidade de dinheiro que está lhes dando. depois, diria às equipes que qualquer dinheiro de patrocínio que elas conseguissem seria lucro. não há nada de errado em lucrar, e seria algo dirigido de maneira perfeita. mas a vida não é assim, certo?', concluiu.