Estratégia pode ter somente um pit-stop no gp dos estados unidos
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o circuito das américas, no texas (eua), é um dos mais novos no calendário da f1, inaugurado apenas em 2012. os compostos de pneus médios e macios foram os escolhidos aqui pela primeira vez para a corrida (ao contrário do que ocorreu nos últimos dois anos, quando a opção foi pelos compostos duro e médio). essa seleção em 2014 foi projetada para atender demandas muito diferentes, como a de austin, com três longas retas e várias curvas bastante técnicas.
com 20 curvas e diferenças significativas de elevação da pista, austin mantém os pilotos ocupados na maior parte do tempo e é desafiadora a cada volta, como na curva logo após a largada que, por ser em ladeira acima, tem um ponto de freada 'cego' e difícil de acertar.
por esta combinação de dificuldades e desafios, a corrida norte-americana é bastante interessante, tanto para pilotos quanto para a plateia. o gp dos estados unidos marca o início da fase final da temporada, com os pilotos acelerando com os mesmos pneus, médios e macios, que usarão na próxima etapa, no brasil, em interlagos.
paul hembery, diretor de motorsport da pirelli, afirma que, 'exatamente como ocorre com qualquer fabricante do setor automotivo, os eua também são um mercado-chave para a pirelli. por isso, estamos muito satisfeitos por voltar a austin, que possui uma cidade fantástica e é um lugar deveras interessante para correr. como o asfalto agora já possui ˜três anos de vida , ele está mais maduro e, teoricamente, oferece um grip melhor do que nos anos anteriores”.
“nossa expectativa é de que os compostos médios e macios devem proporcionar duas paradas; mas só teremos certeza disso após a análise dos dados obtidos durante os treinos livres de sexta-feira. muita coisa também irá depender do clima. mesmo considerando que a corrida ocorre em novembro, o calor e também as alterações frequentes de condições climáticas devem ser consideradas e, principalmente, a degradação térmica dos pneus”.
“o quanto o clima influenciará na degradação dos pneus - e consequentemente nas estratégias das equipes “, ainda mais porque os carros sofreram importantes alterações de projeto este ano, nós só vamos descobrir quando estivermos lá. nas duas edições anteriores desta corrida, as estratégias vencedoras tiveram apenas uma parada de pit-stop. provavelmente, porque as provas sempre foram disputadas na parte final da temporada, quando os times já possuíam um melhor entendimento do desempenho dos pneus e de como extrair o melhor resultado deles.'