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Coluna alta roda “ briga será muito boa

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    #1

    foto: divulgação / jac t6

    cenário raro em termos de lançamento no brasil: três modelos estreiam ao longo de 30 dias para disputar o mesmo mercado de suvs compactos, que os americanos também chamam de crossovers só por ter aspecto de utilitário porém com estrutura monobloco e mais baixos. conceitualmente crossover é mais do que isso e o honda hr-v “abre os trabalhos”, seguido nas próximas três semanas pelo jeep renegade e peugeot 2008. um degrau acima em porte, ainda em abril, estreará o chinês jac t6.

    o ecosport criou, em fevereiro de 2003, o que seria considerado pouco mais que um nicho. ideia nasceu no brasil, cresceu em vendas de modo impressionante e o modelo da ford só teria concorrente em outubro de 2011, renault duster. o mexicano chevrolet tracker surgiu em outubro de 2013 e enfrenta cota de importação.

    suzuki jimny, de tração 4×4 temporária, não se enquadra exatamente no conceito. chegou do japão em 1998, saiu de mercado, mas em 2012 passou a ser fabricado aqui. o goiano mitsubishi tr4, de 2002 (também diferenciado pela tração 4×4 não permanente) cumpriu papel modesto, mas já saiu de produção.

    o hr-v pretende ser nova referência dentro desse segmento e deve incomodar bastante ford, renault, jeep e peugeot. em relação ao líder ecosport tem 5 cm a mais no comprimento, porém garante espaço interno maior pelos 9 cm extras de entre-eixos. mesmo sendo 11 cm mais baixo que o pioneiro rival, só pessoas com mais de 1,85 m tocam de leve a cabeça no teto, porém há recurso de reclinar — pouco — o encosto do banco traseiro.

    estilo é marcante e harmônico sem estepe pendurado na porta de carga (ótimos 437 litros) e maçanetas traseiras ocultadas nas colunas traseiras. na parte interna, quadro de instrumentos, volante pequeno diâmetro ajustável em dois planos e console central com a parte inferior vazada agradam. como o ar-condicionado digital não é de duas zonas, a honda criou uma discreta saída de ar tripla de fluxo diferenciado e regulável mais facilmente pelo passageiro.

    recurso inédito e de série entre os carros aqui produzidos, o freio de estacionamento elétrico acionado por botão a tem liberação automática ao se tocar o acelerador. no para-e-anda do trânsito é um recurso de extremo valor, quanto mais que 99% dos hr-v serão produzidos apenas com câmbio automático cvt de sete marchas virtuais. compensa com folga a ausência de itens secundários, a exemplo do sensor de iluminação para acendimento dos faróis.

    a honda fez um balanceamento de custos razoável entre as versões, a partir de r$ 69.900 (lx, de câmbio manual e rodas de aço, representará simbólico 1% das vendas, ou seja, só para constar). intermediária ex custa r$ 80.400, sem gps. a de topo, por r$ 88.700, tem gps e inédita tela tátil (entre carros nacionais) que aceita movimentos de pinça com os dedos. carros japoneses e alemães não são baratos e isso não vai mudar. por acaso, dominam vendas no mundo…

    dinamicamente o hr-v vai muito bem, embora deva um pouco de potência para sua massa de 1.271 kg. a exemplo de todo câmbio cvt, quando se exige a fundo o motor, apresenta comportamento linear sem entusiasmo. em acelerações normais é aceitável, inclusive pelo freio-motor e seleção manual de “marchas”.

    o motor flex de 1,8 l (igual ao do civic com câmbio automático convencional) entrega 139 cv/etanol e 140 cv/gasolina. na prática não muda nada, mas é estranho no caso de motores aspirados (sem turbo). fabricante atribui aos câmbios diferentes e à necessidade de conter consumo com etanol.

    roda viva

    cotação do dólar, que atingiu r$ 3,25 na semana passada (anfavea previu r$ 3,10 para dezembro), muda de forma radical as tais comparações de preços alopradas feitas há menos de dois anos. a referência eram carros “idênticos” vendidos no exterior, em especial nos eua, onde a carga de impostos é menos de um terço da brasileira. muitos se revoltaram. coluna voltará ao assunto em breve para pôr pingo nos is.

    mini passa a oferecer cooper (r$ 105.950) e cooper s (r$ 123.500) com quatro portas, de melhor acesso ao banco traseiro. cresceu 16 cm no comprimento (7,2 cm no entre-eixos), mas largura mantida em 1,72 m não ajuda no conforto de quem vai atrás. essencialmente, trata-se de carro de imagem para 2 adultos + 2 crianças. motores turbo de 1,5 l (3-cilindros, 136 cv) e 2 l (192 cv), por ora só a gasolina.

    motor turbo dá nova vida ao redesenhado (no final de 2013) lexus nx 200t, que chega ao brasil a partir de r$ 216.300. marca do grupo toyota (antes o menos entusiasmado com motores superalimentados) tem forte presença mercadológica nos eua e se esforça para se tornar mais conhecida no brasil. seu estilo agrada bastante, acabamento é ótimo, salvo pormenores pouco visíveis.

    correção. ao contrário do focus rs (320 cv), o hatch médio-compacto honda civic type r (310 cv), citado na coluna da semana passada como uma das atrações do salão de genebra encerrado dia 15 último, tem tração apenas dianteira e não nas quatro rodas como seu rival.

    contatos do autor: rb.roj.nomlacnull@odnanref e twitter.com/fernandocalmon

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