Skip to content
  • Recente
  • Usuários
Collapse

Preparados

  1. Home
  2. Categorias
  3. Notícias
  4. Moto de r$ 188 mil feita à mão atinge 313 km/h

Moto de r$ 188 mil feita à mão atinge 313 km/h

Agendado Fixado Trancado Movido Notícias
4 Posts 4 Posters 583 Visualizações 1 Watching
  • Mais Antigo para Mais Recente
  • Mais Recente para Mais Antigo
  • Mais Votados
Responder
  • Responder como tópico
Entre para responder
Este tópico foi deletado. Apenas usuários com privilégios de moderação de tópico podem vê-lo.
  • J Offline
    J Offline
    JF
    escreveu em última edição por
    #1

    moto de r$ 188 mil feita à mão atinge 313 km/h

    o que faz uma moto - não um artigo raro de coleção, mas sim um modelo novo de produção limitada - valer us$ 120 mil (r$ 188 mil)? essa foi a primeira pergunta feita por quase todos que ouviram sobre meu test-drive da mv agusta f4cc, uma máquina potente com origem em varese, na itália.

    a melhor resposta que pude dar foi uma pergunta: o que certos relógios de pulso têm para custarem, digamos, meio us$ 500 mil? aliás, o que justifica o preço de uma caneta tinteiro ou uma garrafa de vinho que podem chegar a custar dezenas de milhares de dólaresó

    a mv agusta tem algumas qualidades em comum com esses itens caros. primeiro, a sua escassez, com apenas 100 f4cc fabricadas por uma companhia que tem um histórico célebre no circuito de corridas. segundo, trata-se de um objeto de beleza intrínseca, ornado cuidadosamente à mão e construído com materiais preciosos.

    além do mais, a moto possui um motor de quatro cilindros com 200 cavalos de força, atingindo a velocidade máxima de 313 km/h, algo que não ousei testar. em vez disso, apreciei o seu chassi que lê a mente de quem o dirige - é só pensar na curva adiante para a moto se inclinar - e suas dimensões surpreendentemente compactas. ainda assim, nenhum fator por si só justifica o seu custo (é possível comprar uma moto com desempenho similar por um décimo de seu preço), nem mesmo o fato de bruce wayne, o batman, ter dirigido uma f4 no estrondoso filme o cavaleiro das trevas.

    já o valor proposto para a venda da mv não foi tão desconcertante à harley-davidson, que anunciou no início do mês que compraria a empresa por cerca de us$ 109 milhões.

    a compra da marca é a mais recente expressão do que parece ser a migração estável de fabricantes de motos para o mercado de luxo. a ducati, por exemplo, agora vende a moto de corridas desmosedici rr por us$ 72,5 mil e a menos exótica 1098r (com controle de tração eletrônica) por us$ 39.995; ambas podem ser admiradas no showroom do soho, localizado entre restaurantes e butiques da moda no sul de manhattan.

    tom bergmann, vice-presidente executivo e diretor financeiro da harley-davidson, disse que ele considera a mv agusta uma marca de luxo cobiçada que complementa a linha de motos esportivas buell da harley. espera-se que a compra da mv dê à harley maior acesso ao mercado europeu, onde suas vendas registraram crescimento de dois dígitos nos anos recentes, bergmann disse.

    também existe pouca ameaça de canibalização: o grupo mv agusta exportou somente 5,8 mil motos em 2007, com a venda de cerca de 300 unidades nos estados unidos. a harley espera vender em torno de 300 mil motos este ano.

    a estratégia de se expandir no mercado europeu é uma manobra lógica para a harley, considerando o mau desempenho nas vendas de motos nos estados unidos; a empresa divulgou uma queda de 15% nas vendas de motos no segundo trimestre. em 2007, as vendas de motocicletas caíram nos estados unidos, como resultado da crise nos financiamentos de imóveis, após um crescimento estável de 14 anos. o cenário para 2008 parece melhor, com o mercado de scooters em ascensão devido à alta nos preços de gasolina.

    a marcha para o mercado mais sofisticado não se restringe a máquinas de grande desempenho, cujos preços astronômicos se devem aos materiais onerosos como titânio e fibra de carbono, necessários para dar leveza às motos. a marca indian, por exemplo, voltou ao mercado, desta vez com uma linha de motos de peso fabricadas na carolina do norte, que custarão a partir de us$ 35 mil quando começarem as entregas no final do ano.

    embora reconheça que o mercado atual não é o ambiente ideal para o lançamento de um produto de luxo, stephen julius, presidente da empresa, disse que sempre existirá mercado para produtos de qualidade. ele deve saber o que fala, já que teve papel fundamental na renovação de duas grandes marcas do setor naval, a de iates riva e a de barcos chris-craft.

    a fórmula para o sucesso da indian, ele disse, será a criação de motos com design clássico e estilo novo, porém familiar. ele complementou: a indian está estruturada para gerar lucro com uma pequena produção, cerca de 750 motos no primeiro ano.

    em um mercado com espaço para motos que vendem tanto por sua reputação histórica quanto por suas credenciais mecânicas, o preço da mv agusta a coloca em um plano superior, onde os veículos são considerados gratificações pessoais e obras-primas da arte industrial.

    o conceito de motocicletas como produtos de luxo é demonstrado no marketing da f4cc, cujo preço inclui um relógio especial com o logo da mv, criado pela girard-perregaux (o relógio sem o logo da mv chega a custar o equivalente a motos esportivas de alto nível) e uma jaqueta de couro personalizada da trussardi.

    para ron jackson, presidente da relojoaria jeanrichard na américa do norte, pertencente ao grupo gucci, que também é dono da girard-perregaux, a parceria com a mv agusta é natural - e uma combinação ideal no mundo dos produtos de luxo.

    é uma ligação maior do que a mera soma das partes, jackson disse. os proprietários têm uma relação passional com o produto - emoção além da mecânica.

    o sucesso da harley-davidson em explorar o apelo da marca - com um mercado invejável de roupas e acessórios que carregam o seu logo - é um modelo para todas as companhias de motocicleta, inclusive para a ducati.

    mas após passar um tempo aproveitando o modelo 1098 - uma réplica de us$ 15.559 de uma ducati de corrida, mecanicamente similar aos modelos que custam as economias de uma vida inteira - rapidamente aprendi que as linhas de uma marca vão além de logos impressos em camisetas.

    o ótimo motor bicilíndrico em v da 1098, com o inconfundível comando desmodrômico da marca (que fecha as válvulas mecanicamente ao invés de usar o típico esquema de molas), é ocultado por uma proteção aerodinâmica, mas sua força ainda brilha na estrada.

    quaisquer falhas que ela apresente - uma embreagem dura, a espuma do assento fina e alguns barulhos do motor no ponto-morto - são superadas pela potência generosa e as curvas sem esforço. leve e estreita, é um prazer pressionar a 1098 ao máximo de suas capacidades que, no entanto, não nocauteiam o motociclista em uma longa rodovia.

    a linha de motocicletas da bmw já trabalha há muito tempo com modelos premium de alto nível. a última expressão de sua posição no mercado é a hp2 sport, uma máquina de desempenho leve baseada no boxer de dois cilindros da r1200 s. se quiser saber o preço, a resposta é us$ 25.870.

    um preço desses não choca tanto quando se descobre que a moto é toda equipada para viagens, obtendo ainda bons resultados na linha esportiva. a vários degraus acima está o segmento que michael lock, chefe executivo da ducati na américa do norte, chama de superpremium. é um território inexplorado, disse, se referindo ao potencial de máquinas como a desmosedici rr, de us$ 75,5 mil.

    entre as lições aprendidas com o lançamento da desmosedici em 2007 está a lealdade dos consumidores que as reservaram, mesmo em face da restrição de crédito. estávamos nos preparando para cancelamentos, mas isso não aconteceu, ele disse.

    além disso, as motos são de fato utilizadas, e não apenas exibidas, algo que a ducati sabe por meio do rastreamento de motos levadas ao programa de manutenção gratuito.

    quando a mv agusta f4cc chegou aos estados unidos, lawrence ferracci, diretor da cagiva u.s.a, ofereceu um quadro do que os importadores deveriam esperar do perfil dos compradores: um terço dos proprietários, disse, iria usar a moto apenas nos 12 domingos perfeitos de cada ano . outro terço levaria suas máquinas exóticas a sério, rodando vários quilômetros sem rumo e aproveitando estradas desafiadoras.

    o terço remanescente? esses iriam comprar as motos como objetos de arte (talvez nem mesmo as desencaixotariam), para serem preservadas feito insetos no âmbar, como o mais supremo objeto de desejo em duas rodas.

    fonte

    1 Resposta Última resposta
    • J Offline
      J Offline
      Joel_RS
      escreveu em última edição por
      #2

      rodas douradas por favor.

      obra de arte.

      1 Resposta Última resposta
      • M Offline
        M Offline
        M5_E34
        escreveu em última edição por
        #3

        e tem gente que pergunta por que certos carros custam mais caros que outros…

        1 Resposta Última resposta
        • V Offline
          V Offline
          vwfan
          escreveu em última edição por
          #4

          mv augusta r0x

          1 Resposta Última resposta
          Responder
          • Responder como tópico
          Entre para responder
          • Mais Antigo para Mais Recente
          • Mais Recente para Mais Antigo
          • Mais Votados


          • Login

          • Não tem uma conta? Cadastrar

          • Primeiro post
            Último post
          0
          • Recente
          • Usuários