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Temperatura no coletor e escape

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    escreveu em última edição por
    #27

    hj indo de sp p/ santos fiquei prestando atenção na temp.

    no plano, ralando o acelerador com a mistura pobre e sem pressão, a temp se mantem entre 650?~660?.

    na primeira subida, mantendo o mesmo esquema de ralar o acelerador com a mistura pobre (somente nos bicos originais variando de 350mv a 500mv quase sempre com pressão negativa no coletor), a temp sobe e como eu só deixava subir até 720?, não sei até onde iria.

    no caso da subida da serra, até 700? eu vinha ralando o po no acelerador, quando passava isso eu dava uma pisada de leve fazendo vir um pouco de pressão e com isso os bicos aux enriquecendo a mistura (passando dos 900mv), o que fazia a temp cair para os 650?~660?.

    até aonde eu me preocupo com isso?

    já vi que com a mistura ideal a temp fica controlada e ralando o po no acelerador com a mistura pobre a temp tbm não fica alta no plano mas na subida sim.

    valeu pela ajuda… :)

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    • O Offline
      O Offline
      overspeed
      escreveu em última edição por
      #28

      hj indo de sp p/ santos fiquei prestando atenção na temp.

      no plano, ralando o acelerador com a mistura pobre e sem pressão, a temp se mantem entre 650?~660?.

      na primeira subida, mantendo o mesmo esquema de ralar o acelerador com a mistura pobre (somente nos bicos originais variando de 350mv a 500mv quase sempre com pressão negativa no coletor), a temp sobe e como eu só deixava subir até 720?, não sei até onde iria.

      no caso da subida da serra, até 700? eu vinha ralando o po no acelerador, quando passava isso eu dava uma pisada de leve fazendo vir um pouco de pressão e com isso os bicos aux enriquecendo a mistura (passando dos 900mv), o que fazia a temp cair para os 650?~660?.

      até aonde eu me preocupo com isso?

      já vi que com a mistura ideal a temp fica controlada e ralando o po no acelerador com a mistura pobre a temp tbm não fica alta no plano mas na subida sim.

      valeu pela ajuda… :)

      alguns conceitos estão meio fora, mas vamos lá…. a sonda comum hego num tem muita precisão pra ler fora de fator lambda = 1 (mistura estequim?trica, se fosse apenas gasolina sem alcool seria 14,7:1) então tem autor que considera acima de 500 ou 600mv como mistura rica.

      a diferença que tem aí é simplesmente a carga, por mais que vc dia relando o po a condição de carga é absolutamente diferente entre subindo a serra e descendo com a mesma posição do acelerador, natural que descendo a serra marque um valor menor de temperatura no escape porque ela depende da carga.

      especificamente quando vc dá plena carga a mistura fica mais rica (o que ajuda a diminuir a temperatura do escape) a temperatura cai o que indica que se vc quiser o máximo de potência (esquecendo de durabilidade, confiabilidade e todos os outros dade ) vc poderia empobrecer a mistura e ganharia potência...provavelmente a temperatura subiria pra perto ou um pouco mais do que estes 720?c...a? vc teria que diminuir o ponto até chegar a uma temperatura que considere segura.

      não gosto muito de dar valores porque cada caso é seu próprio universo mas se com po no fundo fica abaixo de 700?c geralmente o acerto está adequado.

      deixe-me contar um epis?dio:

      teve uma revista americana (se num me falha a memória turbo magazine) que a uns 10 anos (ou mais faz tempo que lá) testou um buick l6 turbo, aí trabalhando o acerto olhando o pir?metro descobriu que o valor de sonda hego para máxima potência naquele carro correspondia a 650mv de sonda a plena carga..o motor rendia mais cv do que com 850mv de sonda como todo mundo acha que seria.... só que a temperatura do escape mesmo com o ponto adequado (existem formulas pra calcular os valores teoricos de ponto sabendo-se dados do comando, motor, etc.) ficava acima do aceitável, aí foi necessário enriquecer o motor (perdendo potência ) até a temperatura ficar aceitável para o valor de ponto próximo ao que eles calcularam e consideraram o ideal....

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      • L Offline
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        Leo_Multi
        escreveu em última edição por
        #29

        queria a opinião do pessoal que tem experiencia em usar pir?metro.

        qual a temp correta de trabalho? qual a máxima temperatura para evitar quebras?

        valeu

        :)

        medindo antes da turbina :

        gasolina 950

        alcool 850

        diesel 750

        a medindo depois da turbina só serve para avaliar a eficiencia de trabalho da turbina (antes x depois) :)

        1 Resposta Última resposta
        • L Offline
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          Leo_Multi
          escreveu em última edição por
          #30

          (existem formulas pra calcular os valores teoricos de ponto sabendo-se dados do comando, motor, etc.)

          para cada mistura, rpm, posição do acelerador vc tem um ponto ideal.

          não se calcula o ponto, porque são muitas variaveis

          para se determinar o ponto ideal para cada situação, só simulando num dyno (cada posição do acelerador, rpm e para cada mistura)

          este trabalho é conhecido como levantamento de requisitos de um motor e é empirico (só testando)

          1 Resposta Última resposta
          • O Offline
            O Offline
            overspeed
            escreveu em última edição por
            #31

            para cada mistura, rpm, posição do acelerador vc tem um ponto ideal.

            não se calcula o ponto, porque são muitas variaveis

            para se determinar o ponto ideal para cada situação, só simulando num dyno (cada posição do acelerador, rpm e para cada mistura)

            este trabalho é conhecido como levantamento de requisitos de um motor e é empirico (só testando)

            leo,

            qdo o fabricante da injeção vai fazer o mapeamento de um motor, o fabricante do motor fornece a curva te?rica de ponto caculada a partir de dados como taxa, comando, efici?ncia, etc…a? essa curva obrigatériamente é testada empiricamente no dinam?metro (aonde cai no que vc falou) mas em princ?pio se calcula sim a curva te?rica de ponto em alguns pontos que serivó de base pro acerto.

            em tese o ponto varia na mesma temperatura do motor com:

            • pressão no coletor: maior pressão =>menor ponto

            • temperatura de admissão: maior temperatira =>menor o ponto

            • rpm: maior a rpm => maior o ponto

            obs: para carga estratificada a posição da borboleta influencia pouco, apenas definindo 3 situações marcha lenta, meia carga e plena carga e com ela 3 familia msde curva de ponto

            mistura não influencia porque as fabricas trabalham com a mistura num valor fechado estequiom?trico (cai de novo pela posição da borboleta vc tem outras 3 familias de curvas ml, meia carga e plena carga)

            calcula-se a pressão teorica dentro do cilindro e para cada pressão (que é fruto das vari?veis acima) se tem um valor de ponto que pode ou não ser a realidade.

            1 Resposta Última resposta
            • F Offline
              F Offline
              Fabio
              escreveu em última edição por
              #32

              [[quote]ou seja digamso que vc vai enriquecendo e a tmeperatura suba de 600 pra 650 e assim consecutivamente até 850?c..a partir deste momento começa a cair novamente…a melhor condição de potência máxima aconteceu com a mistura adequada pra 850?c...a? digamos que vc considere a temperatura alt demais.... vc abaixa o ponto nesta condição e repete o processo.

              sempre a potência máxima vai ocorrer com a maior temperatura no escape? na potência máxima sempre sobra combustável não queimado. ele não ajudaria a deixar a temperatura mais baixa na condição de potência máxima, mesmo que nessa condição esteja sendo queimado mais combustável?

              1 Resposta Última resposta
              • P Offline
                P Offline
                PrEsA
                escreveu em última edição por
                #33

                pessoal o seguinte:

                qdo estava em uma auto-pecas foi solicitado (por uma montadora) o nosso auxilio p acertar uma ecu de um motor q iria correr o brasileiro de rally.

                nao utilizamos os parametros originais, pois o motor estava com 4x1, bielas e pistao forjados e um comando com mais levante e duracao (lembrem-se q era aspro).

                um engenheiro da marelli veio p fazer o acerto do motor em nossa bancada de dinos. a metodologia era muito simples:

                • trava-se uma rotacao e uma carga pelo dino: altera-se ponto e tempo de injecao ate potencia maxima (com um microfone p detectar pre-ignicao)

                e assim construiu-se o mapa do veículo q com motor 1,6 16v chegou a 160cv de 5000 a 7500 rpm.

                detalhe importante: ele sacrificava potencia p manter a temperatura no escape abaixo de um certo limite, aumentando injecao mas perdendo potencia. o limite ele tirou da propria cabeca e lembro ser algo perto de 700oc (mas como o valor era em of eu nao tenho certeza de qto ele usou na epoca).

                para medir a temp maxima ele deixava o motor cerca de 1min p estabilizar. logo se em 5s seu motor atingiu 800oc depois da turbina eu consideraria perigoso….

                e excesso de temperatura causam quebra por:

                • fadiga mecanica no material, pois ele tende a ficar mais mole com a temp.

                • altera as folgas, podendo causar até o travamento de aneis em motores originais

                (isto é p aumentos graduais de temp, nao p falta de comb q fura cabeca de pistao )

                []s

                1 Resposta Última resposta
                • P Offline
                  P Offline
                  Pix
                  escreveu em última edição por
                  #34

                  [

                  sempre a potência máxima vai ocorrer com a maior temperatura no escape? na potência máxima sempre sobra combustável não queimado. ele não ajudaria a deixar a temperatura mais baixa na condição de potência máxima, mesmo que nessa condição esteja sendo queimado mais combustável?

                  [snapback]404960[/snapback]

                  não… potencia máxima não sobra combustável e fica no limite da fadiga.

                  em provas de curta duração, tipo arrancada, o ideal é buscar potencia sacrificando equipamento. aí vem cavalaria.

                  curiosidade já que esse tópico foi ressucitado...

                  nas ultimas semanas com o carro, com um novo setup (turbina, injeção e 2 bombas novas) quando vinha o pico de pressão (1.6) o carro ficava ignorante... o hall zerava e a temp subia rápido mas virava absurdamente... potencia que eu ficava assustado com 1,6... ignorava qq marcha do cambio.

                  sabia que se segurasse assim, era quebra garantiada.

                  não cheguei a acertar porque desmontei em seguida.

                  1 Resposta Última resposta
                  • F Offline
                    F Offline
                    Fabio
                    escreveu em última edição por
                    #35

                    ? impossível que não sobre, pois a mistura nunca é perfeitamente homog?nea.

                    1 Resposta Última resposta
                    • P Offline
                      P Offline
                      Pix
                      escreveu em última edição por
                      #36

                      ? impossível que não sobre, pois a mistura nunca é perfeitamente homog?nea.

                      [snapback]405677[/snapback]

                      a ponto de esfriar os cilindros não…

                      1 Resposta Última resposta
                      • F Offline
                        F Offline
                        Fabio
                        escreveu em última edição por
                        #37

                        a ponto de esfriar os cilindros não…

                        [snapback]405684[/snapback]

                        tudo bem, mas por menor que seja essa sobra, não seria o suficiente para baixar nem 1? c a mistura?

                        1 Resposta Última resposta
                        • P Offline
                          P Offline
                          Pix
                          escreveu em última edição por
                          #38

                          tudo bem, mas por menor que seja essa sobra, não seria o suficiente para baixar nem 1? c a mistura?

                          [snapback]405778[/snapback]

                          não estou te entendendo… porque numa situação dessas a temperatura sobe sem parar, não sei a quantos graus chega.

                          o ideal é uma mistura que mesmo em carga plena, manetenha numa temperatura x, essa que eu nunca soube por não ter pirometro após os cilindros somente após a turbina.

                          1 Resposta Última resposta
                          • F Offline
                            F Offline
                            Fabio
                            escreveu em última edição por
                            #39

                            temperatura tbm se altera com mistura… conforme vc vai enriquecendo e ganhando potência por se aproximar de fator lambda = 0,85 (não confundir com 850mv de valor de sonda) a temperatura vai crescendo mantendo-se a mesma curva de ponto, no momento em que vc enriquece e a temperatura começa a cair é sinal de que vc está começando a perder potência e o valor absoluto de temperatura é fruto do ponto tbm.

                            ou seja digamso que vc vai enriquecendo e a tmeperatura suba de 600 pra 650 e assim consecutivamente até 850?c..a partir deste momento começa a cair novamente...a melhor condição de potência máxima aconteceu com a mistura adequada pra 850?c...a? digamos que vc considere a temperatura alt demais.... vc abaixa o ponto nesta condição e repete o processo.

                            no final sempre se deixa uma margem de segurança com mistura ligeiramente mais rica do que o de máxima potência e ponto um pouco mais baixo pros casos aonde vc segura mais a potência num regime perto da máxima (aonde gera mais calor) e consecutivamente vc tem mais chances de quebra.

                            mas uma coisa é absolutamente verdade.... dizer que vc está seguro na questão ponto apenas lendo temperatura é inverdade... tem amigo meu (e inclusive posta no forum ) que quebrou canaleta de pistão com 700? e pocuos no escape após segurar um pouco mais de qiunta.

                            []s jr

                            [snapback]145473[/snapback]

                            uma mistua de máxima potência mesmo sobrando um pouco de combustável não queimado sempre vai gerar mais calor do que uma mistura mais econômica onde, teoricamente, se queimou todo combustável.

                            1 Resposta Última resposta
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