Coluna alta roda é ar comprimido mostra sua força
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foto: divulgação
veículos híbridos tendem a avançar por ser o meio-termo viável entre motores a combustão e puramente elétricos. suas vantagens principais são custo menor e redução de emissões tóxicas (co, hc e nox) ou não (co<sub>2</sub>, o gás carbônico). maior eficiência se dá em cidade, onde o consumo de combustível é alto.
há vários graus de hibridização: micro (desliga-liga), média (alternador reversível), total com bateria (série, paralelo e combinado) e total plugável em tomada. agora, existe uma sétima opção, baseada em tecnologia conhecida e aplicada, de modo tímido, em veículos pesados de uso intensivo no para-e-anda.
batizado de hybrid air, é aposta da psa peugeot citroën para 2016/17. na realidade combina motor a combustão tradicional, caixa de câmbio automática de variação contínua e sistema hidropneumático. este se compõe de motor hidráulico (reversível em bomba) e dois reservatórios de ar de alta pressão (250 bar) e baixa pressão.
funcionamento do híbrido-ar não é tão simples de explicar. o motor hidráulico pressuriza em 10 segundos o reservatório de ar, que faz o papel de armazenador de energia. quando o motorista pisa no acelerador para tirar o carro da inércia, o ar liberado empurra o fluido na caixa de câmbio e o carro se movimenta, sem utilizar combustível, por 300 a 500 metros.
simples ato de tirar o pé do acelerador e frear, no trânsito pesado do dia a dia, implica transformar energia cinética em hidráulica, que volta a acumular ar no reservatório. assim, se supera a situação em que o motor a combustão é menos eficiente: ao arrancar. no ciclo urbano europeu de aferição, economia pode chegar a 45%. quando a velocidade aumenta, o sistema a ar, cujo motor hidráulico gera 40 cv, pode atuar de modo simultâneo. nas acelerações vigorosas, como qualquer híbrido, funciona apenas o motor a combustão é no caso a gasolina, afinado para baixo consumo é que também ajuda na pressurização.
administração dos três modos de funcionamento (a ar, a combustão e simultâneo) é feita de forma eletrônica, sem interferência do motorista.
cálculos iniciais apontam que a autonomia média (cidade, estrada e misto) pode chegar a 34 km/l e emissão de apenas 60 g/km de co<sub>2</sub>. como referência, a média obrigatória da frota de veículos leves europeia, em 2020, será de 95 g/km de co<sub>2</sub> (em 2015, 130 g/km). imposto é menor para modelos abaixo da meta e maior se estiver acima. para relembrar, não existe meio de controlar o gás carbônico sem reduzir o consumo de combustíveis fósseis (gasolina, diesel e gás). no caso de biocombustíveis, como etanol, há compensação de co<sub>2</sub> durante crescimento das plantações.
além de fácil de instalar em veículos compactos e médios, sem complicações de peso, volume e reciclagem das baterias, o híbrido-ar pode ser produzido a custos razoáveis em qualquer parte do mundo. depois de desenvolvido, o grupo francês deverá fabricá-lo também no brasil com motor flexível etanol-gasolina.
entretanto, ainda existem céticos sobre a viabilidade do projeto, que inclui parceiros de peso como bosch e faurecia. há dúvidas sobre o preço final, apesar de o motorista ganhar câmbio automático nesse pacote. exige ainda investimentos para redução de ruídos gerados pelo processo de pressurização.
