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Temperatura no coletor e escape

Agendado Fixado Trancado Movido Mecânica e Preparação
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    overspeed
    escreveu em última edição por
    #28

    hj indo de sp p/ santos fiquei prestando atenção na temp.

    no plano, ralando o acelerador com a mistura pobre e sem pressão, a temp se mantem entre 650?~660?.

    na primeira subida, mantendo o mesmo esquema de ralar o acelerador com a mistura pobre (somente nos bicos originais variando de 350mv a 500mv quase sempre com pressão negativa no coletor), a temp sobe e como eu só deixava subir até 720?, não sei até onde iria.

    no caso da subida da serra, até 700? eu vinha ralando o po no acelerador, quando passava isso eu dava uma pisada de leve fazendo vir um pouco de pressão e com isso os bicos aux enriquecendo a mistura (passando dos 900mv), o que fazia a temp cair para os 650?~660?.

    até aonde eu me preocupo com isso?

    já vi que com a mistura ideal a temp fica controlada e ralando o po no acelerador com a mistura pobre a temp tbm não fica alta no plano mas na subida sim.

    valeu pela ajuda… :)

    alguns conceitos estão meio fora, mas vamos lá…. a sonda comum hego num tem muita precisão pra ler fora de fator lambda = 1 (mistura estequim?trica, se fosse apenas gasolina sem alcool seria 14,7:1) então tem autor que considera acima de 500 ou 600mv como mistura rica.

    a diferença que tem aí é simplesmente a carga, por mais que vc dia relando o po a condição de carga é absolutamente diferente entre subindo a serra e descendo com a mesma posição do acelerador, natural que descendo a serra marque um valor menor de temperatura no escape porque ela depende da carga.

    especificamente quando vc dá plena carga a mistura fica mais rica (o que ajuda a diminuir a temperatura do escape) a temperatura cai o que indica que se vc quiser o máximo de potência (esquecendo de durabilidade, confiabilidade e todos os outros dade ) vc poderia empobrecer a mistura e ganharia potência...provavelmente a temperatura subiria pra perto ou um pouco mais do que estes 720?c...a? vc teria que diminuir o ponto até chegar a uma temperatura que considere segura.

    não gosto muito de dar valores porque cada caso é seu próprio universo mas se com po no fundo fica abaixo de 700?c geralmente o acerto está adequado.

    deixe-me contar um epis?dio:

    teve uma revista americana (se num me falha a memória turbo magazine) que a uns 10 anos (ou mais faz tempo que lá) testou um buick l6 turbo, aí trabalhando o acerto olhando o pir?metro descobriu que o valor de sonda hego para máxima potência naquele carro correspondia a 650mv de sonda a plena carga..o motor rendia mais cv do que com 850mv de sonda como todo mundo acha que seria.... só que a temperatura do escape mesmo com o ponto adequado (existem formulas pra calcular os valores teoricos de ponto sabendo-se dados do comando, motor, etc.) ficava acima do aceitável, aí foi necessário enriquecer o motor (perdendo potência ) até a temperatura ficar aceitável para o valor de ponto próximo ao que eles calcularam e consideraram o ideal....

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      Leo_Multi
      escreveu em última edição por
      #29

      queria a opinião do pessoal que tem experiencia em usar pir?metro.

      qual a temp correta de trabalho? qual a máxima temperatura para evitar quebras?

      valeu

      :)

      medindo antes da turbina :

      gasolina 950

      alcool 850

      diesel 750

      a medindo depois da turbina só serve para avaliar a eficiencia de trabalho da turbina (antes x depois) :)

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      • L Offline
        L Offline
        Leo_Multi
        escreveu em última edição por
        #30

        (existem formulas pra calcular os valores teoricos de ponto sabendo-se dados do comando, motor, etc.)

        para cada mistura, rpm, posição do acelerador vc tem um ponto ideal.

        não se calcula o ponto, porque são muitas variaveis

        para se determinar o ponto ideal para cada situação, só simulando num dyno (cada posição do acelerador, rpm e para cada mistura)

        este trabalho é conhecido como levantamento de requisitos de um motor e é empirico (só testando)

        1 Resposta Última resposta
        • O Offline
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          overspeed
          escreveu em última edição por
          #31

          para cada mistura, rpm, posição do acelerador vc tem um ponto ideal.

          não se calcula o ponto, porque são muitas variaveis

          para se determinar o ponto ideal para cada situação, só simulando num dyno (cada posição do acelerador, rpm e para cada mistura)

          este trabalho é conhecido como levantamento de requisitos de um motor e é empirico (só testando)

          leo,

          qdo o fabricante da injeção vai fazer o mapeamento de um motor, o fabricante do motor fornece a curva te?rica de ponto caculada a partir de dados como taxa, comando, efici?ncia, etc…a? essa curva obrigatériamente é testada empiricamente no dinam?metro (aonde cai no que vc falou) mas em princ?pio se calcula sim a curva te?rica de ponto em alguns pontos que serivó de base pro acerto.

          em tese o ponto varia na mesma temperatura do motor com:

          • pressão no coletor: maior pressão =>menor ponto

          • temperatura de admissão: maior temperatira =>menor o ponto

          • rpm: maior a rpm => maior o ponto

          obs: para carga estratificada a posição da borboleta influencia pouco, apenas definindo 3 situações marcha lenta, meia carga e plena carga e com ela 3 familia msde curva de ponto

          mistura não influencia porque as fabricas trabalham com a mistura num valor fechado estequiom?trico (cai de novo pela posição da borboleta vc tem outras 3 familias de curvas ml, meia carga e plena carga)

          calcula-se a pressão teorica dentro do cilindro e para cada pressão (que é fruto das vari?veis acima) se tem um valor de ponto que pode ou não ser a realidade.

          1 Resposta Última resposta
          • F Offline
            F Offline
            Fabio
            escreveu em última edição por
            #32

            [[quote]ou seja digamso que vc vai enriquecendo e a tmeperatura suba de 600 pra 650 e assim consecutivamente até 850?c..a partir deste momento começa a cair novamente…a melhor condição de potência máxima aconteceu com a mistura adequada pra 850?c...a? digamos que vc considere a temperatura alt demais.... vc abaixa o ponto nesta condição e repete o processo.

            sempre a potência máxima vai ocorrer com a maior temperatura no escape? na potência máxima sempre sobra combustável não queimado. ele não ajudaria a deixar a temperatura mais baixa na condição de potência máxima, mesmo que nessa condição esteja sendo queimado mais combustável?

            1 Resposta Última resposta
            • P Offline
              P Offline
              PrEsA
              escreveu em última edição por
              #33

              pessoal o seguinte:

              qdo estava em uma auto-pecas foi solicitado (por uma montadora) o nosso auxilio p acertar uma ecu de um motor q iria correr o brasileiro de rally.

              nao utilizamos os parametros originais, pois o motor estava com 4x1, bielas e pistao forjados e um comando com mais levante e duracao (lembrem-se q era aspro).

              um engenheiro da marelli veio p fazer o acerto do motor em nossa bancada de dinos. a metodologia era muito simples:

              • trava-se uma rotacao e uma carga pelo dino: altera-se ponto e tempo de injecao ate potencia maxima (com um microfone p detectar pre-ignicao)

              e assim construiu-se o mapa do veículo q com motor 1,6 16v chegou a 160cv de 5000 a 7500 rpm.

              detalhe importante: ele sacrificava potencia p manter a temperatura no escape abaixo de um certo limite, aumentando injecao mas perdendo potencia. o limite ele tirou da propria cabeca e lembro ser algo perto de 700oc (mas como o valor era em of eu nao tenho certeza de qto ele usou na epoca).

              para medir a temp maxima ele deixava o motor cerca de 1min p estabilizar. logo se em 5s seu motor atingiu 800oc depois da turbina eu consideraria perigoso….

              e excesso de temperatura causam quebra por:

              • fadiga mecanica no material, pois ele tende a ficar mais mole com a temp.

              • altera as folgas, podendo causar até o travamento de aneis em motores originais

              (isto é p aumentos graduais de temp, nao p falta de comb q fura cabeca de pistao )

              []s

              1 Resposta Última resposta
              • P Offline
                P Offline
                Pix
                escreveu em última edição por
                #34

                [

                sempre a potência máxima vai ocorrer com a maior temperatura no escape? na potência máxima sempre sobra combustável não queimado. ele não ajudaria a deixar a temperatura mais baixa na condição de potência máxima, mesmo que nessa condição esteja sendo queimado mais combustável?

                [snapback]404960[/snapback]

                não… potencia máxima não sobra combustável e fica no limite da fadiga.

                em provas de curta duração, tipo arrancada, o ideal é buscar potencia sacrificando equipamento. aí vem cavalaria.

                curiosidade já que esse tópico foi ressucitado...

                nas ultimas semanas com o carro, com um novo setup (turbina, injeção e 2 bombas novas) quando vinha o pico de pressão (1.6) o carro ficava ignorante... o hall zerava e a temp subia rápido mas virava absurdamente... potencia que eu ficava assustado com 1,6... ignorava qq marcha do cambio.

                sabia que se segurasse assim, era quebra garantiada.

                não cheguei a acertar porque desmontei em seguida.

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                • F Offline
                  F Offline
                  Fabio
                  escreveu em última edição por
                  #35

                  ? impossível que não sobre, pois a mistura nunca é perfeitamente homog?nea.

                  1 Resposta Última resposta
                  • P Offline
                    P Offline
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                    escreveu em última edição por
                    #36

                    ? impossível que não sobre, pois a mistura nunca é perfeitamente homog?nea.

                    [snapback]405677[/snapback]

                    a ponto de esfriar os cilindros não…

                    1 Resposta Última resposta
                    • F Offline
                      F Offline
                      Fabio
                      escreveu em última edição por
                      #37

                      a ponto de esfriar os cilindros não…

                      [snapback]405684[/snapback]

                      tudo bem, mas por menor que seja essa sobra, não seria o suficiente para baixar nem 1? c a mistura?

                      1 Resposta Última resposta
                      • P Offline
                        P Offline
                        Pix
                        escreveu em última edição por
                        #38

                        tudo bem, mas por menor que seja essa sobra, não seria o suficiente para baixar nem 1? c a mistura?

                        [snapback]405778[/snapback]

                        não estou te entendendo… porque numa situação dessas a temperatura sobe sem parar, não sei a quantos graus chega.

                        o ideal é uma mistura que mesmo em carga plena, manetenha numa temperatura x, essa que eu nunca soube por não ter pirometro após os cilindros somente após a turbina.

                        1 Resposta Última resposta
                        • F Offline
                          F Offline
                          Fabio
                          escreveu em última edição por
                          #39

                          temperatura tbm se altera com mistura… conforme vc vai enriquecendo e ganhando potência por se aproximar de fator lambda = 0,85 (não confundir com 850mv de valor de sonda) a temperatura vai crescendo mantendo-se a mesma curva de ponto, no momento em que vc enriquece e a temperatura começa a cair é sinal de que vc está começando a perder potência e o valor absoluto de temperatura é fruto do ponto tbm.

                          ou seja digamso que vc vai enriquecendo e a tmeperatura suba de 600 pra 650 e assim consecutivamente até 850?c..a partir deste momento começa a cair novamente...a melhor condição de potência máxima aconteceu com a mistura adequada pra 850?c...a? digamos que vc considere a temperatura alt demais.... vc abaixa o ponto nesta condição e repete o processo.

                          no final sempre se deixa uma margem de segurança com mistura ligeiramente mais rica do que o de máxima potência e ponto um pouco mais baixo pros casos aonde vc segura mais a potência num regime perto da máxima (aonde gera mais calor) e consecutivamente vc tem mais chances de quebra.

                          mas uma coisa é absolutamente verdade.... dizer que vc está seguro na questão ponto apenas lendo temperatura é inverdade... tem amigo meu (e inclusive posta no forum ) que quebrou canaleta de pistão com 700? e pocuos no escape após segurar um pouco mais de qiunta.

                          []s jr

                          [snapback]145473[/snapback]

                          uma mistua de máxima potência mesmo sobrando um pouco de combustável não queimado sempre vai gerar mais calor do que uma mistura mais econômica onde, teoricamente, se queimou todo combustável.

                          1 Resposta Última resposta
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